1940

Nesta fotografia do final da década de 1940, vemos o berçário da Fábrica de Fitas Venske. Criado no ano de 1947, juntamente com a creche da empresa, surgiu como estratégia para manter suas operárias especializadas no emprego, mesmo após o casamento e a gestação.
A maior parte do quadro de funcionários da fábrica era composta por mulheres jovens e, naquele período, era costumeiro que deixassem seus empregos logo após o casamento ou, no máximo, com a gravidez.
Diante desse contexto, e após as leis trabalhistas de 1945 que proibiram o trabalho com os teares fora da empresa, a Fitas Venske decidiu inaugurar seu berçário, onde uma enfermeira cuidava dos bebês até que completassem um ano de idade.
No livro “Entre fitas, bolachas e caixas de fósforos”, de Roseli Boschilia (2010, p. 81), conhecemos o relato da primeira funcionária a usar os serviços da creche:
“Genil, por exemplo, entrou na fábrica aos 14 anos, em 1937. Começou na ‘seção de urdideiras e logo depois foi aprender nas máquinas’. Excelente tecelã, casou-se aos 22 anos com um expedicionário. Como o salário era bom, resolveu continuar trabalhando por mais um tempo. Quando engravidou do primeiro filho, em 1947, foi pedir demissão e o patrão lhe disse: ‘a senhora não vai sair, o seu bebê vai inaugurar nossa creche’.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Livro “Entre fitas, bolachas e caixas de fósforos. A mulher no espaço fabril curitibano (1940-1960)”, de Roseli Boschilia
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