1970

Ao longo da verticalização de Londrina, uma das inovações arquitetônicas mais apreciadas pelos londrinenses foi a popularização das sacadas nos edifícios residenciais. Esses espaços externos privativos ofereciam aos moradores a possibilidade de manter contato com o exterior sem abrir mão da segurança e privacidade do apartamento. Era a reinvenção da varanda tradicional adaptada à vida vertical.
As primeiras sacadas eram modestas: pequenos espaços protegidos por guarda-corpos de concreto ou ferro, suficientes para acomodar algumas plantas e cadeiras. Mas representavam uma conquista importante para famílias acostumadas com quintais e jardins, oferecendo um espaço de transição entre o interior doméstico e a paisagem urbana.
Com a evolução dos projetos arquitetônicos, as sacadas se tornaram mais elaboradas: churrasqueiras incorporadas, jardins suspensos, fechamentos de vidro retráteis. Era a vida ao ar livre reimaginada para a realidade dos edifícios.
As sacadas dos andares mais altos ofereciam vistas privilegiadas da cidade em crescimento, transformando-se em mirantes privativos de onde os moradores podiam acompanhar a transformação urbana de Londrina. Ver o pôr do sol sobre a cidade ou observar o movimento das ruas se tornou um privilégio exclusivo dos moradores dos prédios mais altos.
Fontes: Dissertação de Viviane Rodrigues de Lima Passos. A verticalização de Londrina: 1970/2000 – a ação dos promotores imobiliários (UEL, 2007) / Foto: Ely Rodrigues / Acervo Londrina Histórica.
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