Londrina

A peroba e a construção da cidade

1930



A fotografia registra um momento emblemático da exploração madeireira no Norte do Paraná durante a década de 1930. Sobre a carroceria de um caminhão, uma enorme tora de peroba-rosa é exibida por trabalhadores que posam sobre o tronco recém-retirado da mata.

A peroba-rosa é uma árvore de tronco cilíndrico, reto ou levemente tortuoso, com fuste longo e retilíneo, capaz de atingir dimensões impressionantes. O exemplar fotografado confirma essa descrição. Na superfície da tora aparecem inscrições feitas a giz ou tinta: “180 x 190” e “350”. Muito provavelmente tratam-se de medidas utilizadas na extração e no transporte da madeira. As duas primeiras indicariam as dimensões transversais da seção do tronco, cerca de 1,80 metro por 1,90 metro. Já o número “350” provavelmente corresponde ao comprimento da tora, estimado em aproximadamente 3,50 metros.

Naquele período, a derrubada dessas árvores gigantes fazia parte da transformação da paisagem regional. As matas densas que cobriam o território eram gradualmente abertas para dar lugar à colonização agrícola e ao surgimento das cidades. As árvores seculares tombavam e permaneciam no chão até serem transportadas para as serrarias.

Nessas serrarias, os grandes troncos eram desdobrados em tábuas. A madeira seguia então para os canteiros de obras das primeiras construções urbanas. Muitas casas de madeira que surgiram em Londrina nas décadas iniciais eram feitas com essas tábuas. 

Fontes: Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Embrapa / Acervo Londrina Histórica.

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