Londrina

Quando a rua Maranhão começou a subir

1950



A fotografia de Yutaka Yasunaka mostra a rua Maranhão em perspectiva, no sentido bairro-centro, com veículos estacionados ao longo da via e outros em circulação. Caminhonetes e automóveis dividem o espaço com pedestres, enquanto fios elétricos cruzam o céu e acompanham o alinhamento das fachadas. A cidade está em movimento, com fluxo constante e comércio ativo.

À direita, entre as edificações de dois pavimentos, destaca-se a Casa Manella, com o letreiro horizontal, um dos estabelecimentos que atendiam a população em um período de crescimento acelerado de Londrina, especialmente nas décadas de 1940 e 1950. No mesmo local, pouco depois, seria erguido o edifício Manella, construído entre 1956 e 1957 e frequentemente citado entre os primeiros prédios da cidade. A substituição do comércio térreo por um edifício em altura indica uma mudança importante: a verticalização começava a alterar a paisagem urbana.

Na mesma lateral da rua, é possível identificar o edifício Autolon, na esquina das ruas Maranhão e Minas Gerais. E, mais ao fundo, já na confluência das avenidas Paraná e São Paulo, aparece o edifício América, ainda em construção. Esses elementos, distribuídos ao longo da imagem, ajudam a situar o momento: uma cidade que ainda preserva traços horizontais, mas que começa a crescer para cima.

O trânsito reforça essa transição. A presença de veículos utilitários e automóveis particulares indica o aumento da circulação e da atividade econômica. Ao mesmo tempo, a rua ainda mantém características de um centro em formação, onde comércio, serviços e deslocamento convivem em proximidade direta.

É provável que, para quem circulava por ali naquele período, a mudança fosse percebida aos poucos. Mas, observada hoje, a imagem revela quando Londrina começou a trocar suas fachadas comerciais por edifícios e a redefinir o ritmo de sua vida urbana.

Fontes: Foto: Yutaka Yasunaka / Acervo Londrina Histórica.

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