1950

Na fotografia dos anos 1950, a praça Gabriel Martins aparece como peça da engrenagem central de Londrina. O traçado curvo da via, os carros estacionados e em circulação, os postes, as árvores e o canteiro arborizado mostram uma praça já integrada ao movimento cotidiano da área mais valorizada da cidade. É uma imagem de articulação urbana, o movimento do trânsito, de pedestres e do comércio.
A praça não surge como jardim apartado do tecido urbano, mas como respiro inserido numa esquina de forte circulação. Ao redor dela, a paisagem já indicava a mudança de escala que Londrina vivia no pós-guerra. A verticalização avançava, edifícios altos passavam a marcar o horizonte e o centro assumia seu papel como vitrine de modernidade. A Gabriel Martins participava desse processo tanto como referência geográfica quanto como ponto de passagem e composição visual de uma cidade que aprendia a se ver como metrópole regional.
Décadas depois, em 1977, a praça seria incorporada ao Calçadão de Londrina, implantado na gestão do prefeito Antonio Casemiro Belinati com projeto do arquiteto Jaime Lerner. Assim, a fotografia registra um tempo quando aquele trecho ainda era dominado pelo fluxo de veículos e pelo desenho viário tradicional. A imagem ganha força justamente por mostrar a praça antes dessa transformação, quando ela ainda fazia parte de um centro asfaltado, motorizado e em rápida reorganização. Entre carros, árvores e edifícios, a cidade aparece num momento de passagem: já distante do núcleo pioneiro, mas ainda anterior ao centro para pedestres que se consolidaria nos anos seguintes.
Fontes: Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Blog Londrina Histórica / Acervo Londrina Histórica.
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