Maringá

Fachada da sede da Umes - 1963

1963

A União Maringaense de Estudantes Secundaristas (Umes) foi fundada no ano de 1958, em um momento de intensa organização da juventude estudantil maringaense. Um recorte publicado na revista Norte do Paraná em Revista, de setembro daquele ano, registra o início oficial de suas atividades em 29 de junho de 1958, apresentando a entidade como responsável pela coordenação e defesa dos interesses dos estudantes secundaristas da cidade.

Sua primeira diretoria foi assim constituída: Carlos Alberto Borges, presidente; Honorino Silva, vice-presidente; Nelson Prado, 1º secretário; Doracy Pagani, 2º secretário; Munefune Matissubara, 1º tesoureiro; Dirce Polo, 2ª tesoureira; Neusa Rodrigues, 1ª oradora; Wilson Telles, 2º orador. Conselho Deliberativo: Dirley Bernardi, Aracy Valate, Anete Brugnolli, Irene Alves Siqueira, Alberto Grochicoof, Pedro Granado e José Manuel Ribeiro. O registro destaca a atuação do presidente, Carlos Alberto Borges no final da década de 1950. 


Desde sua origem, a Umes foi concebida como mais do que uma entidade representativa: era um espaço de formação cívica, cultural e social. Seus princípios, divulgados naquele mesmo artigo, revelam objetivos amplos e ambiciosos, como promover a união da classe estudantil, estimular a cultura e a arte, combater o analfabetismo, auxiliar estudantes em situação de vulnerabilidade, além de orientar os jovens “na luta pela democracia, pela liberdade e pelos interesses nacionais”. O lema da entidade sintetizava esse espírito: “Estudantes!... Unidos Venceremos!”

Pouco tempo depois, a instituição consolidou sua presença física em Maringá com a construção de sua sede em terreno doado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, na avenida Cerro Azul. O edifício tornou-se um marco da arquitetura modernista local, destacando-se por suas linhas arrojadas e linguagem arquitetônica singular, conforme a foto de 1963 ilustra.


Ao longo de sua trajetória, a sede da Umes teve usos diversos: além de abrigar a própria entidade, funcionou como restaurante estudantil e, por um breve período, como casa do estudante, reafirmando seu papel de apoio à juventude maringaense.

A atuação cultural da Umes também foi marcante. Com uma diretoria dedicada à área, a entidade promovia festivais estudantis de música, concursos de pintura, concursos de beleza e outras atividades que movimentavam a vida cultural da cidade, fortalecendo o protagonismo juvenil em uma Maringá ainda em formação.

Reconhecendo sua relevância histórica e arquitetônica, o vereador Aldi Cezar Mertz aprovou, em 28 de dezembro de 2000, a Lei nº 5.114, autorizando o tombamento do edifício como patrimônio histórico municipal. O processo, contudo, não foi concluído, deixando em aberto a proteção formal de um dos edifícios mais emblemáticos da memória estudantil maringaense.

Hoje, o antigo prédio da Umes abriga a sede do Ministério Público em Maringá, mantendo-se como testemunho material de um período em que a juventude organizada ocupava papel central na construção da identidade urbana e social da cidade.

Fontes: Norte do Paraná em Revista (set. 1958) / Anuário de Maringá (1963) / Acervo da família Thonern.

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