1951



Publicados na revista A Pioneira, na edição de novembro e dezembro de 1951, os registros revelam a intensa circulação de pessoas pela Estação Rodoviária de Maringá. Nas fotografias, passageiros aguardam embarques, homens conversam, mulheres circulam com crianças e a banca de jornais oferece notícias impressas aos viajantes. A cena traduz o cotidiano de uma cidade que atraía novos moradores e ampliava suas conexões regionais.
Construída em 1947, a estação funcionava na praça da Rodoviária, também conhecida como praça das Pernambucanas, atual praça Napoleão Moreira da Silva. Situado junto à avenida Brasil, no Maringá Novo, o terminal tornou-se um ponto estratégico para quem chegava em busca de terras, trabalho e oportunidades comerciais.
Segundo a reportagem, cinco empresas realizavam o transporte intermunicipal, mantendo o local movimentado ao longo do dia. O fluxo de passageiros refletia a expansão econômica e demográfica do município, cuja emancipação política ocorreu em novembro daquele ano, pela Lei Estadual nº 790.
A publicação também apresentava números expressivos para a época: mais de 2 mil construções residenciais e comerciais, além de estabelecimentos industriais, instituições de ensino e agências bancárias. Embora esses dados devam ser considerados à luz do caráter promocional da revista, ajudam a compreender como Maringá era apresentada naquele momento.
A rodoviária permaneceu nesse endereço até o final da década de 1950, quando o prédio foi demolido para dar lugar a uma estrutura mais adequada à demanda crescente. A nova estação, diante da praça Raposo Tavares, seria inaugurada em novembro de 1962.
Fontes: Revista A Pioneira, nov. e dez. 1951 / Acervo Maringá Histórica.
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