1880

Este retrato apresenta Antônio de Sá Camargo, conhecido como Visconde de Guarapuava, uma das figuras de destaque da política e da economia paranaense durante o século XIX. A pintura é de autoria do artista português Antônio Mariano de Lima.
Nascido em Palmeira, na região dos Campos Gerais, Antônio de Sá Camargo pertencia a uma família de grandes proprietários rurais. Ainda jovem, transferiu-se para Guarapuava, onde passou a administrar os negócios da família, especialmente as fazendas dedicadas à criação de gado. Sua trajetória esteve relacionada à expansão da pecuária e do tropeirismo, atividades que desempenharam um papel importante na economia do Paraná durante o período imperial.
Além de fazendeiro, Sá Camargo ocupou diferentes cargos públicos. Foi delegado de polícia, juiz de paz, deputado provincial e vice-presidente da Província do Paraná. Também exerceu funções de comando na Guarda Nacional e participou da mobilização de tropas e recursos durante a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870. Em reconhecimento aos serviços prestados ao Império, recebeu de Dom Pedro II o título de Barão de Guarapuava, em 1870, sendo elevado à condição de Visconde em 1880.
Sua influência também se estendeu à realização de obras públicas e ao financiamento de instituições religiosas, educacionais e assistenciais. Contribuiu para a construção de igrejas, hospitais e escolas, além de apoiar iniciativas relacionadas à abertura de estradas e à navegação fluvial. Sua trajetória, entretanto, também esteve inserida na sociedade escravista do século XIX. Sá Camargo foi proprietário de pessoas escravizadas, havendo registros de concessões de alforria, algumas condicionadas à participação na Guerra do Paraguai.
Antônio de Sá Camargo faleceu em Guarapuava, em 1896. Décadas depois, recebeu homenagens em diferentes cidades do Paraná. Em Curitiba, seu nome foi atribuído à avenida Visconde de Guarapuava no ano de 1912, enquanto um busto produzido pelo escultor João Turin foi inaugurado em sua homenagem, em 1947, nas proximidades da atual Câmara Municipal.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Acervo Museu Paranaense / Ruas de Curitiba / Academia Paranaense de Letras
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