1972

Em 4 de março de 1972, a Folha de Londrina noticiava que o projeto apresentado pela prefeitura de Londrina à Sanepar para captação de água do Rio Tibagi já estava em análise por técnicos do governo estadual. A proposta previa atender Londrina e outras nove cidades da região, indicando a dimensão intermunicipal da iniciativa.
Segundo a reportagem, João Carlos Bespalhok, diretor da SAS, esteve em Curitiba e recebeu a informação de que o governador Parigot de Souza demonstrava interesse direto na obra. Em paralelo, o prefeito Dalton Paranaguá mantinha contato com a direção da Sanepar e com o secretário de Obras, sendo informado de que os estudos técnicos tinham prioridade. Após a conclusão dessa etapa, seria definida a forma de desenvolvimento da obra.
O registro de 1972 revela uma cidade que ampliava sua escala de planejamento. A discussão já não se restringia ao abastecimento local, mas envolvia a articulação entre município, governo estadual e companhia de saneamento. O Rio Tibagi surgia como eixo estratégico para sustentar o crescimento urbano e regional.
No início da década de 1970, Londrina vivia um período de expansão demográfica e econômica. A infraestrutura precisava acompanhar esse ritmo. A captação no Tibagi representava uma solução estruturante, conectando recursos hídricos e política pública em um mesmo projeto.
A notícia registra o momento em que o planejamento ganha forma técnica e institucional. Parte da história urbana de Londrina passa por esses estudos, reuniões e decisões que antecedem o concreto e as tubulações.
Discutido desde a gestão do prefeito Dalton Paranaguá (1969-1973), o Sistema Tibagi foi inaugurado em 1991.
Fontes: Folha de Londrina / Acervo Londrina Histórica.
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