1936

Caio de Moura Rangel nasceu, em 3 de maio de 1911, em Machado, Minas Gerais. Filho de José Godofredo de Moura Rangel e Bárbara Pinto de Andrade, formou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), em 1934. Dois anos depois, mudou-se para Londrina.
Em 1937, o médico Ernesto Cavalcanti fundou na rua Sergipe a Clínica Médico-Cirúrgica e de Partos, um dos primeiros estabelecimentos hospitalares da cidade. Foi nesse ambiente que Caio de Moura Rangel inaugurou, em 1938, o primeiro serviço de radiologia de Londrina, instalando um laboratório de Raios X.
Tecnologia ainda recente no interior do país, a presença do equipamento representava um avanço importante para o diagnóstico médico, aproximando os atendimentos realizados na cidade daqueles oferecidos em centros médicos mais consolidados.
Além de atuar na clínica, Caio de Moura Rangel também manteve consultório próprio. Anúncios de serviços médicos publicados na imprensa local registram a presença desses profissionais que ajudaram a estruturar o atendimento médico em uma cidade ainda em formação.
Em 1941, participou da fundação da Associação Médica de Londrina, entidade criada para organizar a categoria e fortalecer a prática profissional na região. Dois anos depois, em 1943, presidiu a instituição.
Durante muitos anos, o médico residiu em um casarão localizado na esquina da avenida Paraná com a avenida São Paulo. A casa havia sido construída por Arthur Thomas e posteriormente alugada a Rangel. O médico morou no local até o imóvel ser demolido, quando o Banco do Brasil construiu ali sua primeira sede em Londrina, um sobrado de alvenaria.
Caio de Moura Rangel integrou também o corpo clínico da Santa Casa de Londrina. Reconhecido pela capacidade técnica e pela dedicação à profissão, tornou-se referência para gerações posteriores de médicos que se estabeleceram na cidade.
Caio de Moura Rangel faleceu em 17 de abril de 2002, aos 90 anos. Foi sepultado em Londrina, cidade onde construiu sua trajetória e contribuiu para consolidar os primeiros passos da medicina local.
Fontes: Memória e Cotidiano – IPAC/UEL / Folha de Londrina / Acervo Londrina Histórica.
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