2019

Na avenida Jorge Casoni, número 1171, o inventário arquitetônico da Secretaria da Cultura, em 2019, registrou uma residência térrea de madeira ainda entre muros, grades e construções mais recentes. As imagens do levantamento mostram uma casa de uso residencial, implantada no centro do terreno, com lote de 563,10 metros quadrados e área construída de 112 metros quadrados.
Sua fachada é simples: telhado de telha cerâmica, estrutura elevada sobre base de alvenaria, vedação em tábuas verticais e um volume lateral que altera discretamente o corpo original da edificação. Vista isoladamente, pode parecer apenas mais uma casa antiga. Mas, na Vila Casoni, esse tipo de construção tem outro peso.
O próprio inventário a insere numa paisagem formada por casas de madeira das décadas de 1940 e 1950, tipologia que ajudou a definir a identidade visual do bairro e um capítulo importante da ocupação de Londrina. Num período em que a madeira era abundante na região, tinha custo relativamente baixo e permitia montagem rápida, esse sistema construtivo se espalhou por áreas pioneiras da cidade. Na Casoni, ele virou marca.
A casa da Jorge Casoni 1171 ajuda a entender essa permanência. O documento técnico registra estrutura e vedação em madeira, superfície vertical de tábua mata-junta, telhado de oito águas com telhas cerâmicas do tipo francesa e uma cobertura posterior em fibrocimento voltada para a fachada. Trata-se de uma arquitetura corrente, doméstica, feita para uso cotidiano e, por isso mesmo, reveladora do modo como a cidade se construiu.
Fontes: Inventário Arquitetônico E206, Plano Diretor de Patrimônio Histórico-Cultural / Secretaria da Cultura de Londrina / Acervo Londrina Histórica.
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