1950

Mesmo após a desativação da balsa de Jataizinho, em 1944, com a construção da ponte rodoviária, a travessia do rio Tibagi continuou fazendo parte do cotidiano regional. No bairro Limoeiro, uma outra balsa manteve-se em funcionamento e seguiu conectando Londrina a Assaí por mais algumas décadas.
Na fotografia, datada de meados dos anos 1950, vê-se a balsa em operação no final da estrada do Limoeiro. O destaque é o ônibus da empresa Vergílio & Hase, responsável pela linha entre Londrina e Assaí, mostrando que o transporte coletivo também dependia dessa travessia. O percurso não era contínuo: a estrada terminava no rio, e o deslocamento só prosseguia após a passagem pela água.
A balsa funcionava como plataforma flutuante, operada por balseiros experientes, que conheciam o comportamento do rio, suas cheias e vazantes. A travessia impunha pausas, organizava horários e condicionava o ritmo das viagens. O tempo do deslocamento incluía a espera.
Esse caminho permaneceu ativo até os anos 1970, quando deixou de existir sem que fosse substituído por ponte ou outra estrutura fixa naquele ponto. Hoje, não há balsa nem ponte no local. O que resta é o registro de uma forma de circulação anterior à consolidação viária, em que atravessar o rio fazia parte do trajeto, e não apenas um obstáculo a ser vencido.
A imagem da balsa no final da estrada do Limoeiro documenta um tempo em que a mobilidade dependia do encontro entre estrada, rio e embarcação e em que a travessia era parte essencial da paisagem.
Fontes: Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.
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