Paraná

Um distrito em expansão - Anos 1940

1940


A fotografia, registrada ao final da década de 1940, mostra uma Maringá ainda em plena implantação. A paisagem urbana parece modesta: à direita, junto à atual praça Raposo Tavares, está a sede administrativa e comercial da Companhia de Terras Norte do Paraná; à esquerda, pela avenida Brasil, o conjunto de residências destinado aos gestores da empresa, entre eles o gerente Alfredo Werner Nyffeler. Em primeiro plano, a rua Santos Dumont atravessa a cena, ainda com grande parte de seus lotes coberta por vegetação rasteira.

Apesar dessa aparência embrionária, Maringá já adquirira uma condição que ajuda a explicar sua rápida projeção: ao final dos anos 1940, o distrito era considerado uma localidade de expressão demográfica.

Os registros eleitorais permitem dimensionar esse crescimento. Em 1945, havia 244 eleitores registrados no distrito. Nas eleições de janeiro de 1947, o número chegou a 280, embora apenas 122 tenham comparecido às urnas. Ainda não existia um levantamento censitário específico que permitisse conhecer com precisão a população.

O Censo de 1950, entretanto, oferece uma referência importante. Maringá contabilizava então 38.588 habitantes, dos quais apenas 7.270 estavam nas zonas urbana e suburbana. Isso significa que a maior parte da população encontrava-se dispersa pela extensa zona rural. A própria fotografia ajuda a compreender essa realidade: o centro planejado avançava, mas ainda estava longe de representar a dimensão do distrito. Além disso, parte importante da ocupação permanecia concentrada no núcleo inicial que posteriormente seria conhecido como Maringá Velho, situado cerca de dois quilômetros da área projetada por Jorge de Macedo Vieira.

A partir de 1947, a retomada da estratégia de comercialização de pequenas propriedades pela Companhia de Terras, somada à expansão cafeeira e às dificuldades enfrentadas por colonos em outras regiões, favoreceu a chegada de novos habitantes. Em 1951, junto de diversos outros distritos, Maringá conquistaria sua emancipação política, vindo a instalar o município no ano seguinte.

Assim, a imagem não registra simplesmente uma cidade pequena. Registra o instante em que uma cidade planejada começava a materializar-se sobre um território que já apresentava uma população significativa e que, em poucos anos, transformaria a localidade em um dos principais polos regionais do país.

Fontes: Museu Bacia do Paraná / IBGE / Acervo Maringá Histórica. 

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